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sexta-feira, 24 de maio de 2013

Idosos e Escola de Mãos dadas...



Uma nova "turma" com alunos muito especiais chegou à escola no dia 23 de Maio para um trabalho não muito comum mas que se revelou essencial e maravilhoso.
Cerca de 20 idosos, visitaram a EBJFPB no âmbito da disciplina de EMRC, dando continuidade aos projectos já realizados |Visita dos 5 e 6 anos ao Lar (Missão Jubilar); Comemoração do 100º Aniversário da D. Alzira (EMRC / CPCJ); II Sessão - Parlamento Jovem para Pais e Exposição Rostos de Vida | deste modo a visita à escola foi acolhida por uma turma de alunos muito dedicados. O 7A esmerou-se na liçãoque tinha para dar... primeiro fomos uma espécie de padrinhos, cada aluno foi padrinho / tutor de um dos idosos.    Partilharam saberes, histórias e....sorrisos abraços e algumas lágrimas também.

Após uma passagem pelo lago da escola espaço mais calmo no momento do intervalo dirigimo-nos ao átrio da entrada onde está a instalação/exposição Rostos da escola; a Escola uma grande família: aqui todos os alunos estão representados numa fotografia de rosto moldurados num painel e serpenteados por dezenas de moinhos de vento inscritos com palavras dedicadas aos valores e à família.

foi o primeiro conhecimento entre a turma da escola e esta turma especial... apadrinhados seguimos de mãos dadas, lado a lado, ou servindo de guia à cadeira de rodas rumo à Biblioteca.

Foi um dos momento mais belos, deixem-me partilhar, este espaço onde os mais novos, conhecedores do espaço e dos livros... pescaram ora numa prateleira ora noutra... um livro para ler, mostrar, contar ...conversar com o seus "afilhados" mais idosos que nos visitavam... foram 40 minutos em que todos se deliciaram, partilharam vidas e histórias com simplicidade e muito interesse...

Como professor senti-me um verdadeiro artífice de um sonho tornado real na construção de uma escola envolvida pela comunidade onde todos, motivados pela Vida, se entregam na construção de um projecto comum. A escola não é um apêndice da sociedade, que vive à sua margem ... mas que partilha com ela e dando e recebendo.

Seguimos depois ao auditório onde podemos apreciar a exposição Rostos de Vida, onde cerca de 30 fotografias de rostos (rostos do Lar, rostos de Vida, rostos enrugados pelo tempo que testemunham o mundo partilhado que herdamos na primeira pessoa). Mais uma vez o sorriso espelhado naquela turma especial que agora se via frente a frente com os seus próprios retratos e se revia no tempo.
Brincámos e cantámos juntos e partimos à descoberta da escola, passámos pela sala de alunos, e passeamos ao sol pelo espaço exterior onde mapas decoram o chão, jardins e campos desportivos acondicionam a garra e a energia de tantos no fulgor da bola.

O encontro terminou com grandes abraços numa cumplicidade que se conquistou e numa promessa que nós mais novos não queremos esquecer aqueles que construíram o nosso mundo, e que agora, por vezes cansados, sós, tristes, precisam do nosso apoio, do nosso sorriso, do nosso abraço.

Bem Haja!!! Obrigado pela Visita. Os nossos alunos não irão esquecer estes noventa minutos, únicos, especiais, cheios de ternura e de atenção.

EBJFPB | O professor de EMRC
Filipe Tavares

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Dia Internacional da família - Alguns eco conselhos para poupar e dignificar!!!


Adaptado de  http://www.publico.pt/ecosfera/noticia/onu-lanca-campanha-contra-desperdicio-de-alimentos-1581671

Desperdícios em casa


As Nações Unidas lançaram hoje uma campanha para “reduzir drasticamente” o desperdício anual de 1,3 mil milhões de toneladas de alimentos, baseada na ideia de que atitudes simples como programar refeições ou desvalorizar datas de validade fazem a diferença. Com o tema “Pensar. Comer. Preservar. Diga não ao desperdício”, a campanha é uma iniciativa do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP, na sigla em inglês) e da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

“Todos os lares produzem lixo, metade do qual é comida. Cerca de metade deste desperdício podia evitar-se – são alimentos que poderiam ser consumidos se tivessem sido manipulados de outro modo. Isto não inclui o que deitamos fora pelo triturador ou damos aos animais de estimação. Ao longo de toda a cadeia alimentar, a maior parcela de desperdício alimentar evitável é aquela que é produzida nas nossas casas. A sua dimensão começa a ser visível em resultado de uma série de relatórios e investigações que revelam que pelo menos uma quinta parte do dinheiro gasto em alimentos vai direta para o triturador.

A principal razão pela qual nós, consumidores, deitamos comida fora é porque preparamos quantidades excessivas: demasiado arroz, massa ou batatas e o pão, as frutas e os vegetais são armazenados incorretamente ou durante demasiado tempo. Famílias com crianças deitam fora muitos alimentos preparados que são deixados nos pratos e os produtos lácteos vão diretos para o cano. Para muitas pessoas, uma boa razão para deitar alimentos fora é o facto de terem passado o “prazo de validade”.

Alguns consideram que se podem dar a esse luxo e outros acham que é embaraçoso guardar sobras.”

ONU lança campanha contra desperdício de alimentos
http://www.publico.pt/ecosfera/noticia/onu-lanca-campanha-contra-desperdicio-de-alimentos-1581671

Como reduzir o desperdício alimentar - Associação Portuguesa….

Com várias receitas para reutilizar as sobras de comida....

http://www.apn.org.pt/xFiles/scContentDeployer_pt/docs/Doc789.pdf



"Cerca de um terço dos alimentos produzidos no mundo perde-se ou é desperdiçado durante os processos de produção e venda, um desperdício equivalente a mil milhões de dólares, de acordo com dados da FAO.

Se a perda de alimentos ocorre principalmente na colheita, processamento e distribuição, o desperdício acontece ao nível do comércio e do consumo, estima a FAO.

Por isso, a campanha “visa especialmente o desperdício ao nível dos consumidores, dos comerciantes e da restauração e hotelaria”, adiantam as Nações Unidas.

“Num mundo com uma população de 7000 milhões de pessoas, e que deve chegar aos 9000 milhões até 2050, o desperdício de alimentos não faz sentido, seja do ponto de vista económico, ambiental ou ético”, afirma o director executivo da UNEP, Achim Steiner.

“Além das perdas na produção, são desperdiçados também recursos como água, terras cultiváveis, factores de produção agrícola e tempo de trabalho [...]. Para termos um mundo verdadeiramente sustentável, temos de transformar a maneira como produzimos e consumimos os nossos alimentos”, acrescenta Steiner.

Por seu lado, o director-geral da FAO, José Graziano da Silva, mosta-se otimista quanto aos resultados da campanha. “Juntos vamos conseguir inverter esta tendência inaceitável e melhorar as nossas vidas”, diz. “Nas regiões industrializadas, quase metade do desperdício alimentar – cerca de 300 milhões de toneladas por ano – ocorre porque os produtores, os vendedores e os consumidores descartam alimentos que ainda estão próprios para o consumo. Esta quantidade é superior a toda a produção alimentar na África Subsaariana, e suficiente para alimentar as 870 milhões de pessoas que passam fome no mundo”, explica.

Nos países em desenvolvimento, cerca de 95% das perdas e desperdícios são involuntárias, estima a FAO, e ocorrem principalmente devido às limitações financeiras, técnicas e de gestão das colheitas.

Nos países desenvolvidos, o desperdício é mais significativo no processamento e venda, quando grandes quantidades de alimentos são descartadas devido a práticas ineficientes, por estarem fora dos padrões e pela confusão gerada pelos prazos de validade.

Na Europa, América do Norte e Oceânia, o desperdício de alimentos per capita varia entre os 95 e os 115 quilos por ano, enquanto na África Subsaariana e no Sudeste Asiático são deitados fora entre 6 a 11 quilos anualmente.

A campanha incluirá diversas iniciativas em todo o mundo, que serão reunidas e partilhadas através do portal online www.thinkeatsave.org.

O site divulga ainda dicas para consumidores e vendedores e funciona como uma plataforma para a partilha de ideias entre diferentes campanhas e organizações.

A campanha é uma consequência da conferência Rio+20, na qual chefes de Estado e governos aprovaram o lançamento de uma série de iniciativas para incentivar a produção e o consumo sustentáveis.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

17 maio 21h | Sessão Parlamento Jovem | EBJFPB Ílhavo


Convite a toda a comunidade escolar....

3 grupos de trabalho a reflectir sobre esta temática

Na EB JFPB Ílhavo - auditório

Sexta 17 de Maio 21.00h

Sessão Parlamento Jovem
aberto a Pais, Encarregados de Educação
comunidade e claro... vocês os alunos que serão o cartaz principal!!!
O tema será, de uma forma mais incisiva


A crise e as famílias...
... queremos reflectir, analisar e propor um conjunto de ideias que nos digam como podemos ler, nos dias de hoje, a situação das famílias e da crise...

O vértice da crise será apenas económico ...
ou poder-se-á falar de crise das família? crise de valores?
o que estamos a fazer mal...

quais as nossas má apostas como sociedade e legisladores...
quais as nossas prioridades... serão elas as mais importantes, de facto...

quais as pistas que nos podemos agarrar para não nos perdermos
e ...sermos de facto construtores da nossa felicidade, dos nossos sonhos...

que obrigações tem a sociedade para cada pessoa....
qual o contributo de cada um de nós...

...será lírico dizer que ainda sou muito novo para....

afinal, como me vejo, em família, para superar a crise que tanto se fala...?




AGEILHAVO, EBJFPB, Biblioteca, EMRC, CPCJ-ilhavo

quinta-feira, 2 de maio de 2013

100 Anos - Uma Vida!!! Aniversário Da. Alzira


Um momento histórico, digno de história e celebrado na história!!!
100 anos de vida, uma vida em cem anos...

Neste momento, a partilha da música, do bolo, das escolas, dos abraços marcaram as lágrimas de alegria, saudade, tristeza, encontro de... Festa!!!

Parabéns da. Alzira por podermos viver consigo estes cem anos de flores, algumas com espinhos, outras já com algumas pétalas caídas... mas uma bela rosa é sempre uma flor encantadora que nos desafia a oferecer, e a receber amor....

Obrigado... quisemos oferecer esperança, alegria, melodias e festa... num dia em que, momento a momento o coração palpitava e uma duas ou até três lágrimas saltavam para a face para aconchegara alegria de todos.

Abraço, flores, bolo... 100 velas....
deram trabalho a acender... mesmo com as modernices de hoje... três pessoas... e para apagar, bem, aí mais difícil... sozinha mas sempre com a esperança de quem a acompanha... todos nós recebemos este presente, esta festa que não vamos esquecer... tal como não esqueceremos, na memória o dia do nosso nascimento, batizado,... casamento...ser pessoa é ser deixar marcas na história que nos alentam e dignificam o que somos a cada momento.

A Da. Alzira, passou este momento em silêncio... mas o seu coração viajou por cada ano vivido, reteve-se em cada rosto que no tempo se abraçou, estendeu a mão a cada memória ... afagou-se ternamente na família...

tantos anos já passaram e o rosto de sua mãe ali esteva diante dos olhos, o marido... e cada rosto que partilhou consigo a Vida... mas também lá estávamos nós... claro... a festa, a música, as flores... os confetis... todos os outros que consigo caminham naquele espaço de aconchego... mas no coração muitos mais, ...muitos mais estavam presentes.

Na fé sentiu a força da sua fragilidade, mesmo durante a eucaristia, na parte da manhã, por quantas igrejas revisitou o seu coração, os olhos de Maria... o Deus menino...?
Naquela entrega total de Cristo, por amor... foi sentida a vida em prole da família... que Deus os tenha no seu regaço. A certeza acalma o espírito renovando com alegria o reencontro com todos os que amámos.

Obrigado por nos fazer acreditar!
     Obrigado por nos fazer encontrar!
                      Obrigado por nos abraçar!

Obrigado por nos recordar que a família... que outrora a acolheu ... que outrora fez nascer... que outrora amou é o que mais importa 100 anos depois...

Andamos perdidos hoje, muitas vezes sem saber o que é mais importante...

Hoje foi nos dada a possibilidade de redescobrimos, se estivermos atentos, que afinal o mais importante não é o bolo, não são os confetis...nem o cantar de aniversário... o mais importante é o Amor. É a Família....
Aqueles com quem nos detivemos e que cativámos...aqueles que nos encantaram com o seu coração. A Família que nos acolheu ... e nos educou... que nos fez sentir o amor sem sabermos o que era isso...

Parabéns Da. Alzira!!!

dos mais novos, do jardim de infância que por aqui festejaram com a singela alegria o seu aniversário...
   dos mais crescidos que ofereceram música, sorrisos e abraços....
           de todos nós que responsavelmente queremos sonhar com que 100 de vida sejam cem anos de sorrisos, cem anos de esperanças, cem anos de amor...

Um abraço
Prof. de EMRC | Prof Tutor CPCJ - Ilhavo
Filipe Tavares





terça-feira, 8 de novembro de 2011

DEFINIÇÃO DE AVÓ...

 


...segundo uma menina de 8 anos

Uma avó é uma mulher que não tem filhos, por isso gosta dos filhos dos outros.
As avós não têm nada para fazer, a não ser estarem ali.
Quando nos levam a passear, andam devagar e não pisam nas flores bonitas e nem nas lagartas.
Nunca dizem: Some daqui!, Vai dormir!, Agora não!, Vai pro quarto pensar!
Normalmente são gordas, mas mesmo assim conseguem abotoar os nossos sapatos.
Sabem sempre que a gente quer mais uma fatia de bolo ou então, uma fatia maior.
Só elas sabem como ninguém a comida que a gente quer comer.
As avós usam óculos e, às vezes, até conseguem tirar os dentes.
As Avós não precisam ir ao cabeleireiro, pois estão sempre com os cabelos arrumadinhos e cheirosas... não precisam de chapinha.
Quando nos contam histórias nunca pulam partes e não se importam de contar a mesma história várias vezes.
As Avós são as únicas pessoas grandes que sempre têm tempo para nós.
Não são tão fracas como dizem, apesar de morrerem mais vezes do que nós.
Todas as pessoas devem fazer o possível para ter uma Avó, ainda mais se não tiverem televisão.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Criancinhas

A DEVIDA COMÉDIA
Miguel Carvalho

Um dia destes, vão ser os paizinhos a ir parar ao hospital com um


pontapé e um murro das criancinhas no olho esquerdo



Criancinhas

A criancinha quer Playstation. A gente dá.

A criancinha quer estrangular o gato. A gente deixa.

A criancinha berra porque não quer comer a sopa. A gente elimina-a da ementa e acaba tudo em festim de chocolate.

A criancinha quer bife e batatas fritas. Hambúrgueres muitos. Pizzas, umas tantas. Coca-Colas, às litradas. A gente olha para o lado e ela incha.

A criancinha quer camisola adidas e ténis nike. A gente dá porque a criancinha tem tanto direito como os colegas da escola e é perigoso ser diferente.

A criancinha quer ficar a ver televisão até tarde. A gente senta-a ao nosso lado no sofá e passa-lhe o comando.

A criancinha desata num berreiro no restaurante. A gente faz de conta e o berreiro continua.

Entretanto, a criancinha cresce. Faz-se projecto de homem ou mulher.

Desperta.

É então que a criancinha, já mais crescida, começa a pedir mesada, semanada, diária. E gasta metade do orçamento familiar em saídas, roupa da moda, jantares e bares.

A criancinha já estuda. Às vezes passa de ano, outras nem por isso. Mas não se pode pressioná-la porque ela já tem uma vida stressante, de convívio em convívio e de noitada em noitada.

A criancinha cresce a ver Morangos com Açúcar, cheia de pinta e tal, e torna-se mais exigente com os papás. Agora, já não lhe basta que eles estejam por perto. Convém que se comecem a chegar à frente na mota, no popó e numas férias à maneira.

A criancinha, entregue aos seus desejos e sem referências, inicia o processo de independência meramente informal. A rebeldia é de trazer por casa. Responde torto aos papás, põe a avó em sentido, suja e não lava, come e não limpa, desarruma e não arruma, as tarefas domésticas são «uma seca».

Um dia, na escola, o professor dá-lhe um berro, tenta em cinco minutos pôr nos eixos a criancinha que os papás abandonaram à sua sorte, mimo e umbiguismo. A criancinha, já crescidinha, fica traumatizada. Sente-se vítima de violência verbal e etc e tal.

Em casa, faz queixinhas, lamenta-se, chora. Os papás, arrepiados com a violência sobre as criancinhas de que a televisão fala e na dúvida entre a conta de um eventual psiquiatra e o derreter do ordenado em folias de hipermercado, correm para a escola e espetam duas bofetadas bem dadas no professor «que não tem nada que se armar em paizinho, pois quem sabe do meu filho sou eu».

A criancinha cresce. Cresce e cresce. Aos 30 anos, ainda será criancinha, continuará a viver na casa dos papás, a levar a gorda fatia do salário deles. Provavelmente, não terá um emprego. «Mas ao menos não anda para aí a fazer porcarias».

Não é este um fiel retrato da realidade dos bairros sociais, das escolas em zonas problemáticas, das famílias no fio da navalha?

Pois não, bem sei. Estou apenas a antecipar-me. Um dia destes, vão ser os paizinhos a ir parar ao hospital com um pontapé e um murro das criancinhas no olho esquerdo. E então teremos muitos congressos e debates para nos entretermos.

Artigo publicado na revista VISÂO online

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Filhos de Memória Curta, O que é aquilo?...



às vezes somos assim...
Mas tudo se pode resolver...

... com um abraço