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| De 2012 Poesia - Biblioteca |
Recortes de Jornal - Descobrir o mundo que nos rodeia, sentir as pessoas que nos envolvem, construir o sonho que faz crescer sorrisos, alimenta o espírito e a sabedoria empreendedora! - Prof. Filipe Tavares
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quarta-feira, 21 de março de 2012
Dia Mundial da Poesia
Construção e declamação de poesias na Biblioteca
Sob a temática "a árvore da Vida" tentando evocar a poesia e o dia da árvore algumas turmas passaram pela biblioteca escrever, sonhar e ler poesia.
Etiquetas:
2011-12,
Agrupamento Escolas Ílhavo,
Biblioteca,
Poesia
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Poesia - Um mundo cheio de cor!
Poesias DO SER INVULGAR
Têm bico e põe ovos
Mas ave não é!
Nada muito bem;
Não é jacaré.
Que ser invulgar!
Já sabes de quem
Estou a falar?
É um ser de verdade,
Mamífero diferente
Da generalidade.
A sério! Não brinco:
É o ornentorinco.
Poesias DO SER INVULGAR.
Autor: Antonio Augusto
Recolha de Pedro Ricardo
_________________
Os nomes
Porque é que me chamo coelho
E não me chamo melão?
Porque é que me chamo lagartixa
E não me chamo cão?
Porque é que me chamo uva
E não me chamo chuva?
Porque é que me chamo Maria do Céu
E não me chamo chapéu?
Porque é que me chamo pedra
E não me chamo perna?
Porque é que me chamo cebola
E não me chamo papoila?
Porque é que me chamo casa
E não me chamo asa?
Porque é que me chamo sol
E não me chamo lua?
Porque é que me chamo lua
E não me chamo caracol?
Cada coisa tem o seu nome
Para assim ser conhecida.
Mas se tivesse outro nome
Em voz daquele que tem,
Lá voltaria outra vez…
A pergunta retirada:
“Porque é que eu me chamo assim?”
Titulo: conversas com versos
Autora: Maria Alberta Meneres
recolha de: Filipa Barros e Sofia Santos
_____________________
Viva Dom Quixote
Era uma vez um cavaleiro vindo de lá Mancha
sobre o dorso do fogoso Rocinante
que nas suas errâncias de aventura,
deu mais nobreza á própria literatura,
a qual, olhando-o de relance,
o transformou num mito que perdura
e fez dele eterna personagem de romance.
E este cavaleiro dito de triste figura
tornou-se grande por se diferente,
bastante para seguir em frente,
herói de uma rara cavaleira
que sem ser cruel ou insolente
conseguiu, em prosa, dar triunfo á poesia.
Recolha de Inês Ferreira Cruz, 5ºG, A.P.
Titulo do Livro: Viva Dom Quixote
Autor: José Jorge Letria
______________________
Cão,
Que faz -ão, ão, ão,
É bom amigo como os que são!
E bom amigo, bom companheiro,
É valente, fiel, verdadeiro,
Leal, serviçal,
E tem bom coração.
Que o diga o seu dono, se ele o tem ou não!
No tempo do meu avô
Ó ave , já havia o teu voo.
O meu bisavô bisava
E já o mar azulava.
Já o meu trisavô trisouvera
Já o sol de hoje era
Neste verso escondido
Sou ou não sou crescido?
AUTOR: Mário Castrim Livro: moeda do sol
recolha de Santa e Nogueira
_____________________
Bichinha gata
Bichinha gata que comeste tu?
Sopinhas de mel guardaste-me delas
Guardei, guardei.
Onde as pusestes? Atrás da arca.
Com que as tapastes com o rabo da gata.
Sape gato lambareiro tira a mão do açucareiro.
Recolha de Miguel
________________
A natureza
Árvores bem cuidadas,
Verdinhas, bem semeadas,
Plantadas em terra fresca,
A crescer sempre asseadas…
É uma tulipa amarela,
Muito bonita como uma donzela,
A brilhar à janela,
Todos os dias penso nela!
Pêssegos, morangos, melancia,
Quando eu comia eu sorria
Bananas, cerejas, figos,
Para todos os meus amigos…
Inês Nogueira e Maria Santa 5G
_________________________
A moeda
Ao fim da tarde
Uma rodela de
Ficou na ponta da pedram mais alta.
Lancei-me a correr
A ver se apanhava
A moeda de ouro.
Mas quando lá cheguei
Já a noite a tinha guardado
No bolso do capote
Para comprar
O dia seguinte.
Autoritário de Mário Castrim
Livro: conto estrelas em ti
Recolha Beatriz Lau
______________________________
A sereiaCom o banheiro fui falar,
Para ele me esclarecer
Acerca de umas ideias
Em que andava a matutar
E que tinha tudo a ver
Com a existência de sereias
Nas profundezas do mar.
O banheiro tossicou,
Respirou fundo e falou:
«Eu já vi uma sereia,
A passear pela areia.
O dia estava cinzento,
Levantou-se muito vento,
E ela desapareceu,
Para onde, eu não sei;
Sua morada não me deu
E a vê-la não tornei…»
Fui-me embora a magicar:
Quando viria a sereia
Das profundezas do mar?
Do livro: casinha na praia
Autora:
Maria Teresa Maia Gonzalez
Ilustrações de:
Helena Simas
Recolha de:
Filipa Barros e Sofia Santos
_________________________
Professor,
diz-me porquê
professor, diz-me porque
porque voa o papagaio
que solto no ar
que vejo voar
tão alto no vento
que o meu pensamento
não pode alcançar?
Professor, diz-me porquê
Porque roda o meu pião?
Ele não tem nenhuma roda
E roda gira rodopia
E cai morto no chão…
Alice Gomes, Brincar Também é Poesia.
Recolha de Diogo e Ruben
_________________________
Poesia viva dom quixote
Era uma vez um cavaleiro, dito de triste figura,
que se armou de lança e sonho
e também de rija armadura
para enfrentar moinhos feitos gigantes ,
e para, sendo personagem de aventura ,
dar forma ao engenho de Miguel de Cervantes ,
escritor de talento imenso
que perdeu a mão esquerda em Lepanto,
mas não perdeu a magia
de em prosa fazer poesia
para nosso consolo e espanto .
Viva Dom Quixote, José Jorge Letria e Raffaello Bergonse
Recolha de Catarina Santos
______________________
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Poesia e Poesia
*Poema aos homens constipados *
Pachos na testa, terço na mão,
Uma botija, chá de limão,
Zaragatoas, vinho com mel,
Três aspirinas, creme na pele
Grito de medo, chamo a mulher.
Ai Lurdes que vou morrer.
Mede-me a febre, olha-me a goela,
Cala os miúdos, fecha a janela,
Não quero canja, nem a salada,
Ai Lurdes, Lurdes, não vales nada.
Se tu sonhasses como me sinto,
Já vejo a morte nunca te minto,
Já vejo o inferno, chamas, diabos,
Anjos estranhos, cornos e rabos,
Vejo demónios nas suas danças
Tigres sem listras, bodes sem tranças
Choros de coruja, risos de grilo
Ai Lurdes, Lurdes fica comigo
Não é o pingo de uma torneira,
Põe-me a Santinha à cabeceira,
Compõe-me a colcha,
Fala ao prior,
Pousa o Jesus no cobertor.
Chama o Doutor, passa a chamada,
Ai Lurdes, Lurdes nem dás por nada.
Faz-me tisana e pão de ló,
Não te levantes que fico só,
Aqui sozinho a apodrecer,
Ai Lurdes, Lurdes que vou morrer.
António Lobo Antunes - (Sátira aos HOMENS quando estão com gripe)
Pachos na testa, terço na mão,
Uma botija, chá de limão,
Zaragatoas, vinho com mel,
Três aspirinas, creme na pele
Grito de medo, chamo a mulher.
Ai Lurdes que vou morrer.
Mede-me a febre, olha-me a goela,
Cala os miúdos, fecha a janela,
Não quero canja, nem a salada,
Ai Lurdes, Lurdes, não vales nada.
Se tu sonhasses como me sinto,
Já vejo a morte nunca te minto,
Já vejo o inferno, chamas, diabos,
Anjos estranhos, cornos e rabos,
Vejo demónios nas suas danças
Tigres sem listras, bodes sem tranças
Choros de coruja, risos de grilo
Ai Lurdes, Lurdes fica comigo
Não é o pingo de uma torneira,
Põe-me a Santinha à cabeceira,
Compõe-me a colcha,
Fala ao prior,
Pousa o Jesus no cobertor.
Chama o Doutor, passa a chamada,
Ai Lurdes, Lurdes nem dás por nada.
Faz-me tisana e pão de ló,
Não te levantes que fico só,
Aqui sozinho a apodrecer,
Ai Lurdes, Lurdes que vou morrer.
António Lobo Antunes - (Sátira aos HOMENS quando estão com gripe)
quinta-feira, 14 de maio de 2009
As lições
As lições
Ensinaram-me a falar
aprendi a escrever.
Ensinaram-me a escrever
aprendi a falar.
Ensinaram-me a ler
aprendi a ver.
Ensinaram-me a ouvir
aprendi a calar.
Ensinaram-me a pedir
aprendi a dar.
Ensinaram-me a comprar
aprendi a ter.
Ensinaram-me a beber
aprendi a rir.
Ensinaram-me a fugir
aprendi a ficar.
Ensinaram-me a aprender
aprendi a ignorar.
Ensinaram-me a amar
aprendi a criar.
Ensinaram-me a viver
aprendi a morrer.
Ensinaram-me a estar só
aprendi a estar.
Ensinaram-me a ser livre
aprendi a ser.
Ana Hatherly (1929- )
In Antologia da poesia portuguesa. Org. M. Alberta Meneres, E. M. de Melo e Castro. Vol. 2: 1940-1977, Lisboa, Moraes Editores, 1979, Col. Círculo de Poesia, p.76-77
Ensinaram-me a falar
aprendi a escrever.
Ensinaram-me a escrever
aprendi a falar.
Ensinaram-me a ler
aprendi a ver.
Ensinaram-me a ouvir
aprendi a calar.
Ensinaram-me a pedir
aprendi a dar.
Ensinaram-me a comprar
aprendi a ter.
Ensinaram-me a beber
aprendi a rir.
Ensinaram-me a fugir
aprendi a ficar.
Ensinaram-me a aprender
aprendi a ignorar.
Ensinaram-me a amar
aprendi a criar.
Ensinaram-me a viver
aprendi a morrer.
Ensinaram-me a estar só
aprendi a estar.
Ensinaram-me a ser livre
aprendi a ser.
Ana Hatherly (1929- )
In Antologia da poesia portuguesa. Org. M. Alberta Meneres, E. M. de Melo e Castro. Vol. 2: 1940-1977, Lisboa, Moraes Editores, 1979, Col. Círculo de Poesia, p.76-77
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
O Frio
O frio
Ainda não é Inverno
E já está a nevar.
Já vestimos roupas quentes,
Para quando o frio chegar!
Chegamos a casa,
Acendemos a lareira
E sento-me com cuidado
Na minha cadeira!
Está tão frio lá fora
E o Inverno está a chegar
Dizem na meteorologia
Que amanhã também vai nevar!
Catarina 5G
Ainda não é Inverno
E já está a nevar.
Já vestimos roupas quentes,
Para quando o frio chegar!
Chegamos a casa,
Acendemos a lareira
E sento-me com cuidado
Na minha cadeira!
Está tão frio lá fora
E o Inverno está a chegar
Dizem na meteorologia
Que amanhã também vai nevar!
Catarina 5G
Eu no Carnaval!
Serpentinas no chão
Confetis no ar
Fantasias com amigos
E um abraço a acompanhar…….
Máscaras coloridas nas caras
Cores diversas nos fatos
Palhaços com narizes vermelhos
Piratas com espadas
Confusão nas paradas…….
Carnaval
É banal
Não há nada igual…….
Adriana 5G
No Carnaval, eu vou vestida de diabo...
Em Vale de Ílhavo, vou festejar o carnaval... A minha mãe comprou-me um fato vermelho numa loja com artigos de Carnaval.
No Domingo,vai haver um festival de arrasar.Quando os carros passarem vou mandar serpentinas e confétis para a festa animar.
Vai haver carros decorados sobre oa mais variados temas.Alguns costumam ser bem divertidos.
Catarina 5ºg
Confetis no ar
Fantasias com amigos
E um abraço a acompanhar…….
Máscaras coloridas nas caras
Cores diversas nos fatos
Palhaços com narizes vermelhos
Piratas com espadas
Confusão nas paradas…….
Carnaval
É banal
Não há nada igual…….
Adriana 5G
No Carnaval, eu vou vestida de diabo...
Em Vale de Ílhavo, vou festejar o carnaval... A minha mãe comprou-me um fato vermelho numa loja com artigos de Carnaval.
No Domingo,vai haver um festival de arrasar.Quando os carros passarem vou mandar serpentinas e confétis para a festa animar.
Vai haver carros decorados sobre oa mais variados temas.Alguns costumam ser bem divertidos.
Catarina 5ºg
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5G Artigos 08-09,
Histórias,
Poesia
A água
A água é bonita
Transparente e sem sabor
Com ela sobrevivemos.
Ela é importante como o amor.
A água é importante
Para o coração.
Com ela ao lado
As pessoas sempre viverão.
Elsa Romão 5g AP
A ÁGUA
A existência da água esteve, desde sempre, associada à organização da vida das comunidades humanas.
Facilmente percebemos a importância da água no nosso dia-a-dia: na higiene matinal que nos refresca e revigora, no gole de água fresca, que nos reconforta quando a cede aperta. Na limpeza das nossas casas ou na frescura do jardim regado. E parece-nos tudo tão fácil, basta abrir a torneira. Mas todas as pessoas fazem esta pergunta!
-Donde vem a água?
A água vem do rio passa por um processo de águas e tornam-se água potável.
NÃO ESTRAGUE O NOSSO PLANETA.
VANDA 5G
A ÁGUA, UM DIREITO DE TODOS
A água é um dos bens da criação do mundo. Sendo dádiva de Deus, é destinada a todos os seres que dela dependem e às respectivas comunidades.
Deus quis que a terra e toda a obra da sua criação, fosse gerida em benefícios de todos. Naturalmente todos os bens da criação devem ser compartilhados pela humanidade, com justiça e solidariedade
[Manual EMRC 5ano] VANDA 5G
Transparente e sem sabor
Com ela sobrevivemos.
Ela é importante como o amor.
A água é importante
Para o coração.
Com ela ao lado
As pessoas sempre viverão.
Elsa Romão 5g AP
A ÁGUA
A existência da água esteve, desde sempre, associada à organização da vida das comunidades humanas.
Facilmente percebemos a importância da água no nosso dia-a-dia: na higiene matinal que nos refresca e revigora, no gole de água fresca, que nos reconforta quando a cede aperta. Na limpeza das nossas casas ou na frescura do jardim regado. E parece-nos tudo tão fácil, basta abrir a torneira. Mas todas as pessoas fazem esta pergunta!
-Donde vem a água?
A água vem do rio passa por um processo de águas e tornam-se água potável.
NÃO ESTRAGUE O NOSSO PLANETA.
VANDA 5G
A ÁGUA, UM DIREITO DE TODOS
A água é um dos bens da criação do mundo. Sendo dádiva de Deus, é destinada a todos os seres que dela dependem e às respectivas comunidades.
Deus quis que a terra e toda a obra da sua criação, fosse gerida em benefícios de todos. Naturalmente todos os bens da criação devem ser compartilhados pela humanidade, com justiça e solidariedade
[Manual EMRC 5ano] VANDA 5G
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
História Antiga (poema de Miguel Torga)
Era uma vez, lá na Judeia, um rei.
Feio bicho, de resto:
Uma cara de burro sem cabresto
E duas grandes tranças.
A gente olhava, reparava e via
Que naquela figura não havia
Olhos de quem gosta de crianças.
E, na verdade, assim acontecia.
Porque um dia,
O malvado,
Só por ter o poder de quem é rei
Por não ter coração,
Sem mais nem menos,
Mandou matar quantos eram pequenos
Nas cidades e aldeias da nação.
Mas, por acaso ou milagre, aconteceu
Que, num burrinho pela areia fora,
Fugiu
Daquelas mãos de sangue um pequenito
Que o vivo sol da vida acarinhou;
E bastou
Esse palmo de sonho
Para encher este mundo de alegria;
Para crescer, ser Deus;
E meter no inferno o tal das tranças,
Só porque ele não gostava de crianças.
(Miguel Torga)
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