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quarta-feira, 21 de março de 2012

Dia Mundial da Poesia

Construção e declamação de poesias na Biblioteca

De 2012 Poesia - Biblioteca
Sob a temática "a árvore da Vida" tentando evocar a poesia e o dia da árvore algumas turmas passaram pela biblioteca escrever, sonhar e ler poesia.



quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Poesia - Um mundo cheio de cor!



Poesias DO SER INVULGAR




Têm bico e põe ovos
Mas ave não é!
Nada muito bem;
Não é jacaré.
Que ser invulgar!
Já sabes de quem
Estou a falar?
É um ser de verdade,
Mamífero diferente
Da generalidade.
A sério! Não brinco:
É o ornentorinco.

Poesias DO SER INVULGAR.

Autor: Antonio Augusto
Recolha de Pedro Ricardo
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Os nomes

Porque é que me chamo coelho
E não me chamo melão?

Porque é que me chamo lagartixa
E não me chamo cão?

Porque é que me chamo uva
E não me chamo chuva?

Porque é que me chamo Maria do Céu
E não me chamo chapéu?

Porque é que me chamo pedra
E não me chamo perna?

Porque é que me chamo cebola
E não me chamo papoila?


Porque é que me chamo casa
E não me chamo asa?

Porque é que me chamo sol
E não me chamo lua?

Porque é que me chamo lua
E não me chamo caracol?

Cada coisa tem o seu nome
Para assim ser conhecida.
Mas se tivesse outro nome
Em voz daquele que tem,
Lá voltaria outra vez…
A pergunta retirada:
“Porque é que eu me chamo assim?”

Titulo: conversas com versos
Autora: Maria Alberta Meneres
recolha de: Filipa Barros e Sofia Santos
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Viva Dom Quixote



Era uma vez um cavaleiro vindo de lá Mancha

sobre o dorso do fogoso Rocinante

que nas suas errâncias de aventura,

deu mais nobreza á própria literatura,

a qual, olhando-o de relance,

o transformou num mito que perdura

e fez dele eterna personagem de romance.



E este cavaleiro dito de triste figura

tornou-se grande por se diferente,

bastante para seguir em frente,

herói de uma rara cavaleira

que sem ser cruel ou insolente

conseguiu, em prosa, dar triunfo á poesia.

Recolha de Inês Ferreira Cruz, 5ºG, A.P.


Titulo do Livro: Viva Dom Quixote
Autor: José Jorge Letria


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Cão,
Que faz -ão, ão, ão,
É bom amigo como os que são!
E bom amigo, bom companheiro,
É valente, fiel, verdadeiro,
Leal, serviçal,
E tem bom coração.
Que o diga o seu dono, se ele o tem ou não!

No tempo do meu avô
Ó ave , já havia o teu voo.

O meu bisavô bisava
E já o mar azulava.

Já o meu trisavô trisouvera
Já o sol de hoje era
Neste verso escondido

Sou ou não sou crescido?

AUTOR: Mário Castrim Livro: moeda do sol
recolha de Santa e Nogueira
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Bichinha gata
Bichinha gata que comeste tu?
Sopinhas de mel guardaste-me delas
Guardei, guardei.
Onde as pusestes? Atrás da arca.
Com que as tapastes com o rabo da gata.
Sape gato lambareiro tira a mão do açucareiro.
Recolha de Miguel
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A natureza
Árvores bem cuidadas,
Verdinhas, bem semeadas,
Plantadas em terra fresca,
A crescer sempre asseadas…

É uma tulipa amarela,
Muito bonita como uma donzela,
A brilhar à janela,
Todos os dias penso nela!

Pêssegos, morangos, melancia,
Quando eu comia eu sorria
Bananas, cerejas, figos,
Para todos os meus amigos…

Inês Nogueira e Maria Santa 5G

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A moeda
Ao fim da tarde
Uma rodela de
Ficou na ponta da pedram mais alta.

Lancei-me a correr
A ver se apanhava
A moeda de ouro.

Mas quando lá cheguei
Já a noite a tinha guardado
No bolso do capote
Para comprar
O dia seguinte.

Autoritário de Mário Castrim
Livro: conto estrelas em ti
Recolha Beatriz Lau

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A sereiaCom o banheiro fui falar,
Para ele me esclarecer
Acerca de umas ideias
Em que andava a matutar
E que tinha tudo a ver
Com a existência de sereias
Nas profundezas do mar.

O banheiro tossicou,
Respirou fundo e falou:
«Eu já vi uma sereia,
A passear pela areia.
O dia estava cinzento,
Levantou-se muito vento,
E ela desapareceu,
Para onde, eu não sei;
Sua morada não me deu
E a vê-la não tornei…»

Fui-me embora a magicar:
Quando viria a sereia
Das profundezas do mar?

Do livro: casinha na praia
Autora:
Maria Teresa Maia Gonzalez
Ilustrações de:
Helena Simas

Recolha de:
Filipa Barros e Sofia Santos
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Professor,
diz-me porquê
professor, diz-me porque
porque voa o papagaio
que solto no ar
que vejo voar

tão alto no vento
que o meu pensamento
não pode alcançar?

Professor, diz-me porquê
Porque roda o meu pião?
Ele não tem nenhuma roda
E roda gira rodopia
E cai morto no chão…

Alice Gomes, Brincar Também é Poesia.
Recolha de Diogo e Ruben

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Poesia viva dom quixote
Era uma vez um cavaleiro, dito de triste figura,
que se armou de lança e sonho
e também de rija armadura
para enfrentar moinhos feitos gigantes ,
e para, sendo personagem de aventura ,
dar forma ao engenho de Miguel de Cervantes ,
escritor de talento imenso
que perdeu a mão esquerda em Lepanto,
mas não perdeu a magia
de em prosa fazer poesia
para nosso consolo e espanto .

Viva Dom Quixote, José Jorge Letria e Raffaello Bergonse
Recolha de Catarina Santos

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quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Poesia e Poesia

*Poema aos homens constipados *



Pachos na testa, terço na mão,

Uma botija, chá de limão,

Zaragatoas, vinho com mel,

Três aspirinas, creme na pele

Grito de medo, chamo a mulher.

Ai Lurdes que vou morrer.

Mede-me a febre, olha-me a goela,

Cala os miúdos, fecha a janela,

Não quero canja, nem a salada,

Ai Lurdes, Lurdes, não vales nada.

Se tu sonhasses como me sinto,

Já vejo a morte nunca te minto,

Já vejo o inferno, chamas, diabos,

Anjos estranhos, cornos e rabos,

Vejo demónios nas suas danças

Tigres sem listras, bodes sem tranças

Choros de coruja, risos de grilo

Ai Lurdes, Lurdes fica comigo

Não é o pingo de uma torneira,

Põe-me a Santinha à cabeceira,

Compõe-me a colcha,

Fala ao prior,

Pousa o Jesus no cobertor.

Chama o Doutor, passa a chamada,

Ai Lurdes, Lurdes nem dás por nada.

Faz-me tisana e pão de ló,

Não te levantes que fico só,

Aqui sozinho a apodrecer,

Ai Lurdes, Lurdes que vou morrer.



António Lobo Antunes - (Sátira aos HOMENS quando estão com gripe)

quinta-feira, 14 de maio de 2009

As lições

As lições



Ensinaram-me a falar

aprendi a escrever.


Ensinaram-me a escrever

aprendi a falar.


Ensinaram-me a ler

aprendi a ver.


Ensinaram-me a ouvir

aprendi a calar.


Ensinaram-me a pedir

aprendi a dar.


Ensinaram-me a comprar

aprendi a ter.


Ensinaram-me a beber

aprendi a rir.


Ensinaram-me a fugir

aprendi a ficar.


Ensinaram-me a aprender

aprendi a ignorar.


Ensinaram-me a amar

aprendi a criar.


Ensinaram-me a viver

aprendi a morrer.

Ensinaram-me a estar só

aprendi a estar.


Ensinaram-me a ser livre

aprendi a ser.


Ana Hatherly (1929- )

In Antologia da poesia portuguesa. Org. M. Alberta Meneres, E. M. de Melo e Castro. Vol. 2: 1940-1977, Lisboa, Moraes Editores, 1979, Col. Círculo de Poesia, p.76-77

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

O Frio

O frio

Ainda não é Inverno
E já está a nevar.
Já vestimos roupas quentes,
Para quando o frio chegar!

Chegamos a casa,
Acendemos a lareira
E sento-me com cuidado
Na minha cadeira!

Está tão frio lá fora
E o Inverno está a chegar
Dizem na meteorologia
Que amanhã também vai nevar!
Catarina 5G

Eu no Carnaval!

Serpentinas no chão
Confetis no ar
Fantasias com amigos
E um abraço a acompanhar…….


Máscaras coloridas nas caras
Cores diversas nos fatos
Palhaços com narizes vermelhos
Piratas com espadas
Confusão nas paradas…….
Carnaval
É banal
Não há nada igual…….
Adriana 5G

No Carnaval, eu vou vestida de diabo...

Em Vale de Ílhavo, vou festejar o carnaval... A minha mãe comprou-me um fato vermelho numa loja com artigos de Carnaval.
No Domingo,vai haver um festival de arrasar.Quando os carros passarem vou mandar serpentinas e confétis para a festa animar.
Vai haver carros decorados sobre oa mais variados temas.Alguns costumam ser bem divertidos.


Catarina 5ºg

A água

A água é bonita
Transparente e sem sabor
Com ela sobrevivemos.
Ela é importante como o amor.

A água é importante
Para o coração.
Com ela ao lado
As pessoas sempre viverão.

Elsa Romão 5g AP

A ÁGUA

A existência da água esteve, desde sempre, associada à organização da vida das comunidades humanas.
Facilmente percebemos a importância da água no nosso dia-a-dia: na higiene matinal que nos refresca e revigora, no gole de água fresca, que nos reconforta quando a cede aperta. Na limpeza das nossas casas ou na frescura do jardim regado. E parece-nos tudo tão fácil, basta abrir a torneira. Mas todas as pessoas fazem esta pergunta!
-Donde vem a água?
A água vem do rio passa por um processo de águas e tornam-se água potável.
NÃO ESTRAGUE O NOSSO PLANETA.
VANDA 5G


A ÁGUA, UM DIREITO DE TODOS

A água é um dos bens da criação do mundo. Sendo dádiva de Deus, é destinada a todos os seres que dela dependem e às respectivas comunidades.
Deus quis que a terra e toda a obra da sua criação, fosse gerida em benefícios de todos. Naturalmente todos os bens da criação devem ser compartilhados pela humanidade, com justiça e solidariedade
[Manual EMRC 5ano] VANDA 5G

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

História Antiga (poema de Miguel Torga)


Era uma vez, lá na Judeia, um rei.

Feio bicho, de resto:

Uma cara de burro sem cabresto

E duas grandes tranças.

A gente olhava, reparava e via

Que naquela figura não havia

Olhos de quem gosta de crianças.



E, na verdade, assim acontecia.

Porque um dia,

O malvado,

Só por ter o poder de quem é rei

Por não ter coração,

Sem mais nem menos,

Mandou matar quantos eram pequenos

Nas cidades e aldeias da nação.



Mas, por acaso ou milagre, aconteceu

Que, num burrinho pela areia fora,

Fugiu

Daquelas mãos de sangue um pequenito

Que o vivo sol da vida acarinhou;

E bastou

Esse palmo de sonho

Para encher este mundo de alegria;

Para crescer, ser Deus;

E meter no inferno o tal das tranças,

Só porque ele não gostava de crianças.



(Miguel Torga)